o cinema imitandos os jogos
Como aconteceu com livros, os jogos , na década de 90, começaram a servir de inspiração para os filmes. Na telona alguns fazem sucesso, mas esse gênero colecina muitos fracassos.
Maaas, aií vão alguns filmes inspirados em games:
Super Mario Bros. – Rocky Morton / Annabel Jankel (1993)
Recém-casados, games e cinema tiveram uma lua de mel turbulenta: o já citado “Super Mario Bros.” estava muito longe das expectativas dos fãs.
O longa-metragem nomeou a dupla como “Mario Mario” (Bob Hoskins) e “Luigi Mario” (John Leguziano) e os colocou num ambiente cyberpunk, digno de filmes como “Blade Runner” e “Exterminador do Futuro”. Eles enfrentavam o Rei Koopa (Dennis Hopper), enquanto Luigi flertava com a Princesa Daisy (Samantha Mathis)...
Pois é, essa vassala de segunda linha – que nunca teve muito destaque na série – tomou o lugar da nossa querida Princesa Peach...
Double Dragon – James Yukich (1994)
É fato que “Double Dragon” nunca foi um game que prima pelo enredo. A história é simples: os irmãos gêmeos Jimmy e Billy Lee enfrentaram a gangue Black Warriors no intuito de resgatar Marian, a namorada de ambos (espertinha não?!).
No filme, os irmãos – que não são gêmeos – vivem na cidade de New Angeles, que é simplesmente a LA em um fictício ano de 2007, após um terremoto que destruiu a metrópole. Em clima de distopia, os irmãos precisam recuperar a outra metade de um medalhão chinês, que confere poderes sobrenaturais quando completo. O filme foi muito criticado na época em que foi lançado nos cinemas, mas por algum motivo inexplicável, vendeu muito por aqui em 1996, na versão em VHS.
O pior: as atuações de Mark Dacascos e Robert Patrick. O melhor: a gata Alyssa Milano, como Marian!
Street Fighter: A Batalha Final – Steven E. de Souza (1994)
Numa somatória de esforços para tentar derrubar a maior organização criminosa do mundo, a ONU (Organização das Nações Unidas) reuniu os melhores combatentes de várias partes do globo. Sob a liderança de um comandante norte-americano, o pelotão realiza uma incursão por florestas do sudeste asiático objetivando invadir a base inimiga.
Parece enredo de filme de guerra, mas se trata da adaptação de “Street Fighter” para o cinema. O filme comete tantas atrocidades que necessitariam de uma análise separada. É necessário saber que o elenco era estrelado: Jean-Claude Van Danme atua como “Guile”, o saudoso Raul Julia é “M. Bison” (que faleceu antes do lançamento do filme) e Kyle Minogue faz a “Cammy”.
As lutas? Elas quase não existem e quando rolam, os motivos para que aconteçam não são dos melhores...
Mortal Kombat - Paul W. S. Anderson (1995)
Quando parecia já não haver mais esperança, eis que surge um herói: o cineasta Paul Anderson. Seu primeiro trabalho de adaptação foi “Mortal Kombat”. Diferente de seu maior rival nos jogos de luta, o filme teve uma boa recepção e foi mais fiel ao game que o inspirou. A trilha sonora virou mania nas pistas de techno e os ótimos resultados de “MK: The Movie” acenderam os caminhos para melhores adaptações de games para as telas do cinema.
Lara Croft: Tomb Raider – Simon West (2000)
Em pleno auge da série “Tomb Raider” nos games, a Eidos resolveu que o game precisava de uma versão para os cinemas. Para dar vida à musa Lara Croft recrutaram a bela e badalada Angelina Jolie, o que se provou uma decisão muito acertada. U2 e Nine Inch Nails lideravam a trilha sonora e o filme tinha tudo para emplacar.
Segundo filme blockbuster do diretor Simon West (o primeiro foi “Con Air”), em “Lara Croft: Tomb Raider” muito dinheiro foi gasto em localização e efeitos, mas um roteiro fraco e pouco envolvente colocou tudo a perder. Apesar do sucesso comercial, nem a atual Sra. Brad Pitt foi capaz de salvar a adaptação, apesar de onze entre dez gamers terem concordado que não havia ninguém melhor para viver Lara Croft.
Final Fantasy – Hironobu Sakaguchi (2001)
A somatória de games, filmes e história futurista realmente estão fadadas ao fracasso. Pois se o enredo de um game não se passa necessariamente no futuro, porque os diretores insistem nessas ideias na hora de adaptar um game para o cinema?! Tá certo... Adaptar um jogo como “Final Fantasy” para as telonas é mais difícil, pois a série não tem cânon fixo.
Então, se valendo da licença poética, Hironobu Sakaguchi (Sim! O mestre!) criou uma história totalmente nova e escalou um time hollywoodiano para dublar os personagens. “Dublar” porque se trata de um longa em computação gráfica usando fotorrealismo. Se por um lado, o visual foi aclamado, por outro, o enredo confuso recebeu muitas críticas.
Como resultado, “Final Fantasy” torrou US$ 137 milhões e arrecadou pouco mais de US$ 85 milhões e o estúdio Square Pictures foi fechado, sendo incorporado futuramente à Square Enix.
Resident Evil - Paul W. S. Anderson (2002)
Sete anos depois do filme de “Mortal Kombat” Anderson voltou com a adaptação de “Resident Evil”, que contava uma história anterior ao cânon da série. Na época, apesar da bilheteria ter alcançado inclusive quem nunca jogou os games da franquia, os fãs torceram o nariz para o filme. Não fez muita diferença, pois o filme já tem a quarta sequência – “Resident Evil: Afterlife” – novamente com o diretor no comando. Mas não importa o que os fãs pensem, “RE” faz montanhas de dinheiro e vai continuar nas telonas por muito tempo!
House of the Dead (2003), Alone In The Dark (2005), Bloodrayne (2005), Postal (2007), Far Cry (2008) e Em Nome do Rei (2008) - Uwe Boll
Se “transformar games em filmes B” fosse curso universitário, o diretor Uwe Boll provavelmente seria um catedrático. Ninguém sabe se o alemão é apenas um cineasta bem intencionado, em busca de contar boas histórias em universos ricos como os de franquias de sucesso, ou se simplesmente não tem nenhuma noção.
Fato é que se o filme é de Boll, os gamers têm algo a se preocupar. Seu primeiro filme baseado “livremente” em um game foi “House of the Dead”, da série de tiro homônima da SEGA. Duramente criticado, o filme ainda cobriu seus orçamentos e teve sequência rodada em 2006. Os próximos seriam “Alone in the Dark” e “Bloodrayne”, que também tiveram sequências. Quando finalmente conseguiu um grande orçamento, “Em Nome do Rei”, rodou um filme que não conseguiu agradar nem mesmo aos fãs de “Dungeon Siege”, game no qual o filme foi baseado.
O diretor recebeu diversos prêmios que “exaltavam” seu currículo de fracassos. Mas também é fato que, além de gamer declarado, Uwe Boll é um aventureiro do cinema. Na maioria de seus filmes, levantou orçamento sozinho, tudo de forma independente dos grandes estúdios. Talvez seja essas as únicas duas situações que façam o controverso cineasta alemão ter um mínimo de respeito.
2010: O ano dos games no cinema
Os muitos fracassos do passado não fizeram Hollywood se esquecer dos games. De maneira inédita, o ano de 2010 provavelmente será o mais gamístico nas salas de cinema de todo mundo. Só neste ano são prometidos SEIS longas-metragens baseados em games. Enquanto “Bloodrayne”, “Silent Hill” e “Resident Evil” retornam às telas este ano, “The King of Fighters”, “Tekken” e “Prince of Persia” serão os estreantes na sétima arte.
O mais badalado deles, “Príncipe da Pérsia e as Areias do Tempo”, é provavelmente a grande expectativa para este ano. Carregado aos quatro cantos pelo renomado produtor Jerry Bruckheimer e dirigido por Mike Newell (“Donnie Brasco” e “O Sorriso de Monalisa”), que já dirigiu atores do calibre de Al Pacino, Johnny Depp e Julia Roberts, o filme será inteiramente baseado no game “Prince of Persia: The Sands of Time”.
Com o orçamento mais alto para uma adaptação sobre games, US$ 150 milhões, o filme foi todo escrito por Jordan Mechner, pai de “Prince of Persia”. Jake Gyllenhaal foi escalado para viver o Príncipe da Pérsia, apoiado por conceituado elenco. Tudo será embalado pela canção-tema, de autoria da cantora pop Alanis Morissette.
No papel, “Príncipe da Pérsia e as Areias do Tempo” tem tudo para ser o maior sucesso da história de quase 20 anos de adaptações de games para o cinema. Resta torcer para que as previsões e todo esse investimento se concretizem num bom filme, tanto para aqueles que precisam de lucros e, principalmente, para nós, os gamers!
10 VERDADES ABSOLUTAS QUE APRENDEMOS COM OS VIDEOGAMES
Para quê servem os videogames? Alguns dizem que eles aumentam os reflexos e o raciocínio, enquanto outros afirmam que é pura perda de tempo. Pelo menos para os desenvolvedores, que enchem os bolsos de dinheiro, eles são um ótimo negócio e para os jogadores, podem servir desde inocente passatempo, até atalho para o vício.
Felizmente, a maioria dos gamers confina razoavelmente as leis sangrentas do universo virtual, baseadas em armas e tiros à queima roupa, ao exercício lúdico. Portanto, além de admitir os benefícios obtidos no faz-de-conta, temos que torcer para que não seja materializado aqui fora o caos vigente nesta dimensão, que esperamos, continue no reino da mentirinha.
1) Quem vê cara, não vê coração; é bem provável que aquela tenra princesinha que você acabou de salvar, vai virar monstro na próxima fase.
2) Destruir, lutar e matar é sempre o melhor remédio para todos os males.
3) Peitões e pernões não atrapalham o desempenho físico das personagens.
4) As cidades costumam estar infestadas de zumbis armados até os dentes.
5) Não importando o tamanho assombroso, quanto maior for a sua a arma, maior será o seu poder.
6) Quanto mais monstruosa e bizarra for a sua roupa, maior será a sua invulnerabilidade.
7) Grandes guerreiros costumam se comunicar por meio de expressões infantilóides.
8) Quando você está prestes a derrotar o inimigo numa briga, a cor do seu adversário pisca rapidamente entre vermelho e a sua cor natural.
9) Espadas crescem à medida que o char se torna mais poderoso, é claro que no mundo real seria impossível empunhá-las e esgrimá-las.
10) Por falar em mundo real, alguns gamers teimam em não reconhecer diferenças significativas entre a realidade e os games.
Bônus track:
Lindas e frágeis garotas portando armas são a coisa mais natural do mundo.






















